O nome de Cazuza vai dominar uma das noites mais importantes da música brasileira em 2026. A 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira escolheu o cantor e compositor como grande homenageado da cerimônia, marcada para o dia 10 de junho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A noite promete reunir artistas de diferentes gerações e estilos em apresentações inéditas construídas a partir da obra de um dos maiores nomes já produzidos pela música popular brasileira. Para quem cresceu ouvindo aquela voz rouca e apaixonada nas rádios e nas festas do Recife ao interior de Pernambuco, a homenagem tem sabor de justiça.

A premiação será apresentada pelas atrizes Débora Bloch e Alice Wegmann, enquanto a direção musical ficará com Pretinho da Serrinha, nome fundamental para garantir a potência sonora que o tributo exige.

Uma obra que nunca envelheceu

Quase quatro décadas após sua morte, Cazuza segue presente no cotidiano de quem ama música de verdade. Autor de clássicos como Exagerado, O Tempo Não Para, Codinome Beija-Flor e Brasil, ele deixou um legado que atravessa gerações sem perder força ou relevância.

Em Pernambuco, a influência do roqueiro carioca sempre foi sentida. Nas rodas de violão da Rua da Moeda ou nos bares do Recife Antigo, suas letras carregadas de poesia, rebeldia e amor continuam sendo cantadas por jovens que nem eram nascidos quando ele se foi, em 1990.

O espetáculo da cerimônia foi concebido para mostrar que essa obra não pertence só ao passado. A proposta é celebrar a atualidade das músicas de Cazuza por meio de um encontro inédito entre artistas de universos musicais distintos, com arranjos e interpretações que recontextualizam as canções para os dias de hoje.

Para os fãs pernambucanos que tiverem a oportunidade de acompanhar o evento, seja presencialmente no Rio ou pelo acompanhamento à distância, será uma experiência emocionante ver tantas vozes e instrumentos se curvando diante de uma discografia tão rica.

18 categorias em disputa na grande noite

Além do tributo a Cazuza, a cerimônia também vai revelar os vencedores das 18 categorias do prêmio, que reconhece anualmente os melhores artistas, discos e projetos musicais lançados no Brasil ao longo do último ano.

O Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira é uma das premiações mais respeitadas do setor cultural do país. Ao longo de suas mais de três décadas de história, o evento já consagrou nomes fundamentais da música nacional e ajudou a projetar novos talentos para o cenário nacional.

A diversidade das categorias garante que diferentes gêneros e manifestações musicais tenham espaço de reconhecimento, do MPB ao samba, do rock à música regional. Para um estado como Pernambuco, com uma das cenas musicais mais ricas e originais do Brasil, frevo, maracatu, coco e tantos outros ritmos que dialogam com o mundo, acompanhar esse tipo de premiação é também uma forma de entender como a música nacional se movimenta e se reconhece.

A noite de 10 de junho no Theatro Municipal será, portanto, uma celebração dupla: da produção musical do momento e de um artista que, mesmo ausente há décadas, ainda diz mais sobre o Brasil do que muita coisa feita hoje.

Por que Cazuza ainda importa para nós

Falar de Cazuza em Pernambuco é falar de uma conexão que vai além do regional. Sua música sempre dialogou com a dor, a paixão e a crítica social de forma universal. Quando ele cantava Brasil, mostra a tua cara, estava falando com todos, de norte a sul do país.

A escolha dele como homenageado em 2026 não é por acaso. O país vive um momento em que revisitar vozes que souberam falar com coragem e sensibilidade ao mesmo tempo tem peso real. Cazuza foi isso: alguém que misturou vulnerabilidade e enfrentamento como poucos conseguiram.

Para os pernambucanos que quiserem acompanhar a cerimônia, fique de olho nas programações de transmissão. A data é 10 de junho de 2026, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

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