Chitãozinho & Xororó lançam em junho de 2026 as primeiras faixas do álbum audiovisual “Meninos de Roça”, gravado ao vivo em haras na cidade de Jaguariúna, no interior paulista. O projeto traz participações de Vanessa da Mata, Almir Sater, o quarteto Traia Véia e outros artistas.
As duas primeiras músicas divulgadas são a faixa-título “Meninos de Roça” e “Caipira Eu Sou”. Drica Pessoa, Xororó, Gabriel Araújo, Gustavo Chaves e Joseph Abrahão assinam as composições, com contribuições de Gabriel Barroso na primeira e Paulinha Gonçalves na segunda. A sonoridade acústica e intimista define o tom do projeto, separando-o das produções eletrônicas que dominaram o sertanejo universitário nas últimas décadas.
“Caipira Eu Sou” traz o quarteto Traia Véia, formado por Dario Rodrigues, Edu Araújo, Pedro Cordeiro e Vini Gouvea. O grupo paulista trabalha com o universo da música caipira de forma contemporânea, escolha alinhada à proposta do disco. A gravação ao vivo em ambiente rural reforça a intenção de criar uma experiência audiovisual conectada à terra.
Participações especiais no álbum audiovisual sertanejo
O projeto “Meninos de Roça” reúne uma curadoria de colaborações que transita entre diferentes gerações e estilos da música popular brasileira. Além de Vanessa da Mata e Almir Sater, o cantor Samy Rico também integra o elenco de convidados.
A equipe da dupla divulgou que o álbum contará ainda com participações das duplas:
- Di Paullo & Paulino: veteranos do sertanejo romântico com décadas de estrada
- Matogrosso & Mathias: ícones do estilo caipira tradicional
- Mayck & Lyan: representantes da nova geração sertaneja
- Rionegro & Solimões: dupla com forte apelo popular e raízes no interior paulista
A combinação de nomes como Almir Sater, símbolo da música caipira brasileira, com artistas contemporâneos como Vanessa da Mata amplia o alcance de público sem abrir mão da identidade sonora proposta. A presença da cantora mato-grossense aproxima o disco do pop nacional de raízes, território que ela já explorou em sua própria discografia.
Retorno às origens caipiras: o conceito por trás do projeto
A escolha de gravar em um haras em Jaguariúna, município da região metropolitana de Campinas, não é apenas cenográfica. O ambiente rural dialoga diretamente com o conceito do disco. A cidade tem tradição agropecuária consolidada e já sediou grandes eventos do agronegócio e da cultura country brasileira.
Os irmãos José Lima Sobrinho (Xororó) e Durval de Lima (Chitãozinho), nascidos em Astorga, no Paraná, construíram a carreira a partir da tradição caipira aprendida na infância. Ao longo das décadas, a dupla percorreu o sertanejo romântico dos anos 1980 e 1990, o sertanejo universitário dos anos 2000 e agora volta, de forma deliberada, ao ponto de partida sonoro. O movimento ecoa um comportamento mais amplo no mercado: artistas consolidados buscam a reconexão com a música raiz para renovar relevância e fidelizar fãs históricos.
O formato audiovisual também é estratégico. Plataformas de streaming de vídeo valorizam álbuns ao vivo gravados em locações especiais. Projetos de artistas como Luan Santana e Jorge & Mateus em fazendas e haras já provaram o potencial comercial e de engajamento do formato.
“A intenção foi voltar às origens caipiras da dupla com um projeto fonográfico de sonoridade acústica.”
Equipe de Chitãozinho & Xororó, sobre o conceito do álbum “Meninos de Roça”
O que esperar dos próximos lançamentos do álbum
Com apenas duas faixas disponíveis até agora, o calendário completo do álbum audiovisual “Meninos de Roça” ainda não foi detalhado pela assessoria da dupla. O projeto prevê ao menos oito participações especiais, o que aponta para um tracklist extenso. Lançar faixas de forma gradual é prática comum no mercado atual e maximiza o engajamento nas plataformas digitais ao longo de semanas.
“Meninos de Roça” como faixa de abertura é simbólica. O título resume a história de dois meninos criados no interior do Paraná que se tornaram referências da música sertaneja brasileira. Ao nomear o disco com essa expressão, a dupla faz uma declaração de identidade — não apenas um aceno à nostalgia. Com 56 anos de carreira e um projeto que cruza gerações, Chitãozinho & Xororó mostram que ainda têm o que dizer.
Os próximos meses devem revelar as demais faixas e possíveis datas de shows associados ao projeto. Fãs da dupla podem acompanhar os lançamentos pelas plataformas de streaming e pelos canais oficiais dos artistas nas redes sociais.
