O Irã realizou novos ataques neste sábado (18) contra bases dos Estados Unidos e seus aliados no Golfo, na sequência da sétima noite consecutiva de ofensivas americanas na região. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou ter atingido instalações militares nos Kuwait, Bahrein e Jordânia, incluindo centros de radar e bases aéreas.
Suspensão de voos e danos a infraestrutura
Os ataques provocaram a suspensão dos voos no Aeroporto Internacional do Kuwait devido a ameaças constantes de mísseis e drones. Uma usina de dessalinização no país foi danificada, assim como instalações semelhantes no sul do Irã, onde bombardeios destruíram pontes e deixaram cerca de 10 mil moradores de 20 vilarejos sem água potável.
O Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do Kuwait confirmou que essa foi a segunda vez em dois dias que uma usina do tipo foi atacada. No Irã, os bombardeios também causaram mortes e ferimentos, além da danificação de pontes e um túnel rodoviário na província de Hormozgan, próxima ao Estreito de Ormuz.
Escalada do conflito e impacto nos preços do petróleo
Desde o fim do cessar-fogo há uma semana, os confrontos entre EUA e Irã têm se intensificado, com ações que incluem ataques a infraestrutura civil e militar. Os Estados Unidos afirmam ter atingido depósitos subterrâneos, sistemas de vigilância e instalações logísticas iranianas em sete dias de ofensivas consecutivas.
O Irã, por sua vez, alertou que aliados dos EUA na região podem sofrer novos ataques. A tensão elevou os preços do petróleo em mais de 4% na sexta-feira (17), alcançando o maior valor registrado em mais de um mês, o que gera pressão política sobre o governo americano às vésperas das eleições legislativas de novembro.
Reações internacionais e ameaças futuras
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a escalada e os ataques contra infraestrutura civil no Irã e na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ampliar ataques aéreos contra a infraestrutura iraniana e não descartou uma ofensiva terrestre nas áreas costeiras ou ilhas do país.
Autoridades americanas destacam que os recentes ataques buscam ampliar as opções militares disponíveis, elevando o risco de retaliações do Irã contra infraestruturas estratégicas dos países do Golfo ou a intensificação de ações no Mar Vermelho, o que poderia afetar o fornecimento global de energia.
Com informações de g1.globo.com.
