O Jornal Hoje estreia nesta quarta-feira, 27 de maio, uma série em cinco episódios sobre as inovações tecnológicas que redesenham o futebol. A produção vai dos sistemas de arbitragem com inteligência artificial às mudanças na preparação física dos atletas e nas transmissões, mostrando o que o torcedor pode esperar da Copa do Mundo de 2026.
Novos episódios vão ao ar nos dias 29 de maio, 1º, 3 e 5 de junho. A cobertura percorre como a tecnologia deixou de ser coadjuvante para virar protagonista dentro e fora dos gramados.
O Mundial de 2026, sediado nos Estados Unidos, Canadá e México, é apresentado pelos organizadores como o torneio mais tecnológico e sustentável da história. Cada detalhe operacional, da arbitragem à experiência nas arquibancadas, passa por algum suporte digital ou eletrônico.
O público brasileiro, acostumado a debater lances polêmicos nas redes sociais, quer entender como esses sistemas funcionam. A série chega para preencher exatamente essa lacuna.
Como funciona o impedimento semiautomático
Um dos destaques da produção é a explicação sobre o impedimento semiautomático. A tecnologia combina inteligência artificial com doze câmeras posicionadas ao redor do estádio para rastrear todos os atletas em campo a cada instante.
O tempo de checagem do VAR caiu. O árbitro de vídeo entrou no futebol em 2018 e ainda divide opiniões entre técnicos, jogadores e torcedores — mas o que antes levava minutos passou a ser processado em segundos com o sistema semiautomático.
O mecanismo cruza dados das câmeras com um modelo tridimensional dos jogadores e identifica o ponto exato do corpo que define a posição de impedimento no momento do passe. A margem de erro, segundo os desenvolvedores, é praticamente nula quando todos os equipamentos funcionam corretamente.
A adoção dessa ferramenta na Copa de 2022, no Catar, provocou reações intensas, sobretudo pela velocidade com que os lances passaram a ser confirmados ou anulados. Para 2026, a tecnologia chega em versão aprimorada.
A bola que conversa com o VAR
A série também explica a bola conectada, batizada de Trionda para a edição de 2026. O equipamento carrega um sensor interno que envia dados em tempo real sobre o instante exato em que o jogador toca na bola.
Essa informação determina, com precisão milimétrica, se um lance deve ou não ser analisado pelo sistema de vídeo, já que o relógio começa a contar a partir do contato com a bola. Antes dessa tecnologia, havia margem para interpretações divergentes sobre o instante preciso da jogada.
A integração entre a bola instrumentalizada e o sistema de vídeo representa um dos maiores saltos técnicos já implementados numa competição de futebol. A inteligência artificial no esporte deixou de ser conceito futurista para virar realidade operacional em menos de uma década.
A Trionda é produzida pela Adidas, fornecedora oficial da Fifa há décadas. O design une referências culturais dos três países-sede aos requisitos técnicos do departamento de tecnologia da entidade.
Transmissões e preparação física também ganham espaço
A série não se limita à arbitragem. Dois episódios cobrem outras frentes que mudaram o cotidiano do futebol profissional: a evolução dos equipamentos esportivos e a preparação física dos atletas.
Sensores vestíveis, análise biométrica em tempo real e softwares de monitoramento de carga de treino viraram ferramentas padrão nos departamentos médicos dos grandes clubes. O que antes dependia da intuição do preparador físico hoje é respaldado por dashboards atualizados a cada segundo.
As transmissões dos jogos também mudaram. Câmeras com frequência de captura cada vez maior, realidade aumentada nas inserções gráficas e experiências imersivas para o telespectador já compõem o pacote das emissoras com direitos do torneio.
Para o Mundial de 2026, o número de câmeras por partida deve superar o registrado no Catar, ampliando os ângulos disponíveis para árbitros de vídeo e para o público.
A Copa mais sustentável da história
Além das inovações ligadas ao jogo, a série aborda o compromisso da Fifa com a sustentabilidade ambiental no torneio de 2026. A entidade quer que este seja o Mundial com menor pegada de carbono já realizado.
Estádios com energia renovável, logística otimizada por algoritmos e materiais recicláveis em uniformes e equipamentos compõem parte da agenda verde. A sustentabilidade no esporte virou pauta obrigatória nas grandes competições internacionais ao longo da última década.
A produção da série responde a uma mudança estrutural no jornalismo esportivo. Com a popularização das plataformas digitais e o acesso crescente do torcedor a informações técnicas, veículos tradicionais passaram a investir em formatos explicativos para se diferenciar.
Séries com recorte temático, como esta sobre tecnologia no futebol, atendem a uma demanda real: o público quer entender os bastidores do esporte favorito, não apenas acompanhar resultados. A estreia às vésperas do início da Copa posiciona a produção no momento em que o interesse do torcedor está no pico.
Os cinco episódios vão ao ar no Jornal Hoje nas datas confirmadas: 27 e 29 de maio, além de 1º, 3 e 5 de junho, acompanhando a reta final de preparação das seleções e mantendo o debate sobre tecnologia no futebol no centro da cobertura nacional até o apito inicial do Mundial.
