Didier Deschamps vai finalizar sua longa trajetória como técnico da seleção francesa após a partida pelo terceiro lugar da Copa do Mundo contra a Inglaterra, marcada para este sábado. O treinador de 57 anos, que conquistou o título mundial em 2018, deixa o cargo após 14 anos no comando da equipe.
O ex-jogador e capitão da seleção campeã em 1998, Zinedine Zidane, é o favorito para assumir a vaga deixada por Deschamps. Zidane, que também atuou no Real Madrid, tem se preparado para o cargo desde que saiu do clube espanhol em 2021 e já declarou que dirigir a França é um sonho para ele.
Despedida e legado
Deschamps buscava coroar sua carreira com o tricampeonato mundial para os Bleus, mas a derrota por 2 a 0 para a Espanha na semifinal, disputada em Arlington, Texas, afastou a equipe da decisão. A derrota deixou a França na disputa pelo terceiro lugar, competição em que o treinador não espera um momento emotivo.
“Tive momentos mágicos e outros difíceis, mas a vida continua. Sou uma pessoa positiva e sei que coisas boas ainda virão”, afirmou o técnico às vésperas do jogo.
Durante sua trajetória, Deschamps transformou a seleção que enfrentava crises, como em 2010, quando foi eliminada na fase de grupos após um tumultuado episódio dentro do grupo. Sob seu comando, a equipe voltou a brilhar, conquistando a Copa do Mundo de 2018, com destaque para a ascensão de Kylian Mbappé.
Apesar dos sucessos, houve também derrotas marcantes, como a final da Eurocopa de 2016 para Portugal em solo francês e a final da Copa do Mundo de 2022, quando perdeu para a Argentina nos pênaltis.
Renovação e desafios recentes
Nos últimos anos, Deschamps alterou o estilo da equipe, abrindo espaço para um jogo mais ofensivo com jogadores como Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise. Ainda assim, a França teve um desempenho mais modesto na Eurocopa de 2024, anotando apenas quatro gols em seis partidas.
O treinador também enfrentou dificuldades pessoais durante o torneio no Qatar, com a perda da mãe, o que o fez ausentar-se de um jogo para participar do funeral.
Após a partida contra a Inglaterra, Deschamps terá completado 27 jogos como técnico em Copas do Mundo, um recorde para a competição.
Zidane, o próximo capítulo
Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol, declarou que o novo técnico precisa ser alguém que reúna todas as qualidades e que consiga unir o país em torno da seleção. Zidane, com sua trajetória vitoriosa e prestígio, é visto como o nome ideal para essa missão, embora tenha grandes expectativas a cumprir.
Com informações de www.aljazeera.com.
