O chefe de desenvolvimento do futebol da FIFA, Arsene Wenger, admitiu que a entidade ainda não decidiu se manterá as pausas obrigatórias para hidratação implementadas pela primeira vez nesta Copa do Mundo. A declaração foi dada em entrevista coletiva na véspera da final entre Argentina e Espanha.
Reações divididas sobre as pausas para hidratação
Questionado sobre estudos que comprovem a eficácia dos intervalos de três minutos, realizados no meio de cada tempo, para melhorar o desempenho dos atletas ou o ritmo da partida, Wenger respondeu que não possui dados conclusivos. Ele destacou que alguns torcedores não gostaram da medida e que a FIFA fará uma análise após o término do campeonato para avaliar seu impacto.
“Não pareceu interferir no resultado das partidas, mas nosso objetivo é atender à audiência do futebol. Por isso, vamos tirar conclusões depois do evento”, afirmou o ex-técnico do Arsenal.
Outras mudanças bem recebidas no Mundial
Wenger também comentou sobre alterações como a regra que obriga jogadores que pedem atendimento médico a saírem do campo por um minuto. Segundo dados da FIFA, essa norma reduziu a média de intervenções médicas de 2,3 por jogo em 2022 para 1,6 nesta edição.
“Há uma parte dessa regra que não pode ser mensurada, que é a frustração causada quando um jogador finge lesão. Perguntei a várias pessoas e todas foram bastante favoráveis”, explicou.
Controvérsias e críticas às pausas
Por outro lado, Wenger reconheceu que o intervalo para hidratação não agradou o público em alguns jogos, especialmente em estádios cobertos. O médico frisou que, em diversas partidas, a pausa foi necessária por questões de saúde. A decisão de incluí-la para todos os jogos foi tomada no início da competição.
Anteriormente, os árbitros podiam determinar pausas para hidratação ou resfriamento em jogos com calor intenso, mas isso não era obrigatório e durava cerca de 90 segundos, enquanto na Copa atual a pausa foi padronizada para três minutos.
Embora a justificativa oficial seja a proteção dos atletas contra o calor, a medida gerou questionamentos quando aplicada em estádios climatizados ou em dias frios, como na partida entre Egito e Irã em Seattle, com temperatura por volta de 16 graus Celsius.
Fãs demonstraram insatisfação e levantaram hipóteses de que a pausa ajuda emissoras de TV a inserirem comerciais, aproximando o futebol do modelo adotado por esportes norte-americanos.
há críticas de que a interrupção pode alterar o andamento do jogo, permitindo que equipes em desvantagem reajustem sua estratégia. Em alguns casos, times sofreram gols logo após o intervalo para hidratação.
“Os números mostram claramente uma mudança de momento para o adversário durante essa pausa, algo que não fazia parte do futebol por mais de 200 anos”, afirmou o torcedor Cesar Espino, de Washington, DC.
Com informações de www.aljazeera.com.
