Drone israelense matou ao menos uma pessoa no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, neste sábado (13 de junho de 2026). A vítima foi identificada como Muawiya al-Aydi, funcionário da prefeitura local, segundo a agência palestina Wafa. O ataque elevou para 983 o total de palestinos mortos desde o cessar-fogo de outubro de 2025.

Dois feridos foram registrados no mesmo ataque ao campo de Bureij. Mais ao norte, uma segunda ofensiva feriu ao menos uma pessoa no bairro de Tuffah, em Gaza City, também segundo a Wafa. Nas últimas 48 horas, o Ministério da Saúde de Gaza contabilizou dois mortos e 11 feridos em ataques israelenses no território. Israel não reconheceu publicamente as mortes nem apresentou justificativa formal para os ataques do fim de semana.

As forças militares israelenses mantêm controle sobre mais da metade do território da Faixa de Gaza — presença que os termos do acordo proibiam explicitamente.

⚠️ Atenção: O Ministério da Saúde de Gaza contabiliza 983 mortos e 3.122 feridos em ataques israelenses desde a declaração do cessar-fogo em outubro de 2025. Os números seguem sendo atualizados.

O que dizem os dados oficiais sobre as mortes desde o cessar-fogo

Desde outubro de 2025, ao menos 983 palestinos morreram e outros 3.122 ficaram feridos em ataques atribuídos às forças israelenses. A média é superior a dois mortos por dia no período, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

📊 Contexto: O cessar-fogo em Gaza foi declarado em outubro de 2025, após meses de negociações mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos. Os termos previam a retirada gradual das forças israelenses e entrada irrestrita de ajuda humanitária. Até 13 de junho de 2026, Israel controlava mais de metade do território, segundo fontes palestinas.

Os ataques seguem um padrão documentado desde o início do acordo: incursões com drones e artilharia em áreas densamente povoadas, incluindo campos de refugiados em Gaza que abrigam civis deslocados por fases anteriores do conflito. O campo de Bureij, alvo do ataque deste sábado, é um dos mais antigos e populosos da região central da Faixa.

A morte de Muawiya al-Aydi ilustra o perfil das vítimas do período. Funcionários públicos, trabalhadores de infraestrutura e civis comuns compõem a maior parte dos mortos contabilizados pelo ministério desde outubro de 2025, segundo as autoridades locais de saúde.

Período Mortos Feridos
Desde o cessar-fogo (out. 2025 – 13 jun. 2026) 983 3.122
Últimas 48 horas (até 13 jun. 2026) 2 11
Ataque ao campo de Bureij (13 jun. 2026) 1 2

Cisjordânia também registra violência: palestino baleado no West Bank

Um palestino com deficiência foi baleado na Cisjordânia no mesmo período, ampliando o quadro de violência para além de Gaza. Os confrontos entre forças israelenses e moradores de diversas cidades da região ocupada mantêm as tensões na Cisjordânia em patamar elevado.

O conflito Israel-Palestina vive uma contradição concreta: um acordo de cessação das hostilidades formalmente vigente coexiste com operações militares regulares, controle territorial expandido e um saldo crescente de vítimas civis. Organizações de direitos humanos classificam a situação em Gaza como uma das piores crises humanitárias do século XXI. O bloqueio à entrada de suprimentos médicos e alimentares agrava as condições da população local.

Os campos de refugiados na Faixa de Gaza foram criados após 1948 para abrigar palestinos deslocados durante a guerra árabe-israelense. Tornaram-se comunidades permanentes com infraestrutura precária e altíssima densidade populacional. O campo de Bureij existe há mais de 70 anos e concentra dezenas de milhares de pessoas em poucos quilômetros quadrados — o que o torna especialmente vulnerável em conflitos armados.

“983 pessoas foram mortas e 3.122 ficaram feridas em ataques israelenses desde a declaração do cessar-fogo.”

Ministério da Saúde de Gaza, comunicado oficial de 13 de junho de 2026

A contagem se aproxima de mil mortos desde o cessar-fogo. A ONU e governos europeus cobram explicações sobre as operações militares israelenses em território que deveria estar protegido pelo acordo, segundo comunidade internacional e Gaza. Nenhuma medida concreta de responsabilização foi adotada até agora. Israel mantém controle sobre mais de metade da Faixa de Gaza, contrariando os termos do cessar-fogo vigente.

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