Renan Santos, pré-candidato pelo Missão, foi o único entre os principais nomes da corrida eleitoral a acertar o resultado da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026: empate por 1 a 1 contra o Marrocos, no sábado (13), no estádio de Nova Jersey. Os demais presidenciáveis apostaram em vitória da seleção brasileira. Todos erraram.
A consulta incluiu pré-candidatos com ao menos 2% das intenções de voto na pesquisa Quaest mais recente. O acerto isolado de Renan Santos gerou repercussão nas redes sociais e nos bastidores da política ao longo do domingo.
O empate diante do Marrocos reacendeu o debate sobre o desempenho da seleção e, de modo inesperado, colocou um candidato de baixa projeção nacional no centro das conversas do dia seguinte — ao menos no campo das previsões esportivas.
O que cada presidenciável apostou no jogo Brasil x Marrocos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o mais econômico ao fazer sua previsão. Durante um evento na semana anterior à partida, apostou na vitória do Brasil, mas admitiu que já errou em Copas anteriores.
“Olha, sinceramente, o meu palpite é de que o Brasil vai ganhar. Eu já errei em 1982, em 1986, mas eu quero que o Brasil ganhe. Acho que o Brasil vai ganhar de 1…, de meio a zero já está bom.”
Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República
Lula citou as Copas de 1982, na Espanha, e de 1986, no México — dois dos torneios mais dolorosos da história do futebol brasileiro, marcados por eliminações precoces e inesperadas. A autocrítica histórica não impediu que o presidente errasse mais uma vez no palpite.
Flávio Bolsonaro, senador monitorado pelas pesquisas eleitorais, também apostou em vitória brasileira. Nenhum outro presidenciável além de Renan Santos previu o empate.
Veja o resumo dos palpites registrados antes da partida:
| Presidenciável | Partido/Movimento | Palpite | Acertou? |
|---|---|---|---|
| Renan Santos | Missão | Empate (1 a 1) | ✅ Sim |
| Luiz Inácio Lula da Silva | PT | Vitória do Brasil | ❌ Não |
| Flávio Bolsonaro | PL | Vitória do Brasil | ❌ Não |
| Demais presidenciáveis consultados | Variados | Vitória do Brasil | ❌ Não |
Renan Santos e o Missão: quem é o único presidenciável que acertou
Renan Santos lidera o Movimento Missão, organização política que busca espaço no eleitorado conservador e evangélico brasileiro. O movimento ainda não tem registro como partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o que classifica Santos como pré-candidato às eleições presidenciais de outubro de 2026.
Os percentuais modestos nas pesquisas não impediram sua inclusão na consulta. O mínimo de 2% registrado pelo Quaest bastou para colocá-lo na lista de lideranças ouvidas sobre os palpites para a Copa do Mundo. O acerto no resultado, embora de natureza esportiva e informal, deu visibilidade ao pré-candidato num momento em que o futebol domina a agenda nacional.
A Copa do Mundo de 2026 é disputada por Estados Unidos, Canadá e México, com jogos em diversas cidades. O Brasil estreou no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na região metropolitana de Nova York. O Marrocos já mostrou capacidade de surpreender potências do futebol: em 2022, no Catar, chegou às semifinais.
Copa do Mundo 2026 e eleições: futebol e política se cruzam no calendário
Um Mundial em território norte-americano no mesmo ano eleitoral cria uma sobreposição de agendas sem precedente recente na política brasileira. Presidentes e candidatos historicamente usam o torneio como vitrine de proximidade com o eleitorado, apostando em resultados e demonstrando entusiasmo pela seleção — estratégia conhecida nos bastidores como associação de imagem ao sentimento nacional.
Em 2022, durante a Copa do Catar, Jair Bolsonaro e Lula disputavam o segundo turno quando o torneio começou. A seleção caiu nas quartas de final para a Croácia. O episódio mostrou como futebol e política se entrelaçam no imaginário brasileiro.
As Copas de 1982 e 1986, citadas pelo próprio Lula no palpite, têm peso simbólico específico. O Brasil era governado por militares, e a seleção carregava a esperança de uma nação em tempos de ditadura e crise econômica. As eliminações deixaram marcas que atravessaram décadas — o que explica por que presidentes brasileiros costumam ser otimistas, porém cautelosos, ao fazer previsões sobre o time.
Com o empate contra o Marrocos, o Brasil precisa ajustar a estratégia para as próximas rodadas da fase de grupos. O resultado acende um alerta sobre as dificuldades que a seleção pode enfrentar na competição. Os próximos jogos serão acompanhados de perto por torcedores e por analistas políticos atentos ao comportamento dos candidatos diante do maior evento esportivo do planeta.
