Pernambuco finalizou junho com um saldo positivo de 6.162 empregos formais. O número resulta de 57.893 contratações e 51.731 desligamentos, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com esse desempenho, o estado ficou em segundo lugar no Nordeste e em sétimo no ranking nacional de geração de empregos com carteira assinada. Este foi o sexto mês consecutivo com saldo favorável no mercado de trabalho pernambucano em 2026.
Acumulado do ano e setores que mais empregam
Entre janeiro e junho, Pernambuco criou 21.411 vagas formais, o que posiciona o estado na terceira colocação do Nordeste e na 13ª do país. No mês de junho, o setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos, com 3.400 novas vagas. Os demais setores que também tiveram destaque foram:
- Comércio: 1.190 vagas
- Indústria de Transformação: 1.177 vagas
- Construção Civil: 554 vagas
No primeiro semestre, a Construção Civil lidera a criação de postos com 10.682 vagas, seguida por Atividades Administrativas (6.794), Saúde (4.326) e Outras Atividades de Serviços (3.946).
Desempenho dos municípios pernambucanos
Recife foi o município com a maior geração de empregos em junho, somando 2.651 novas vagas. Petrolina ficou em segundo lugar no interior, com 406 postos criados, superando Jaboatão dos Guararapes (291), Caruaru (276) e Paulista (210).
No acumulado do primeiro semestre, Recife lidera com 12.402 empregos formais gerados, seguida por Petrolina, que criou 3.831 postos, e Caruaru, com 3.337 vagas.
Analise do mercado de trabalho e indicadores complementares
Para o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, os dados refletem o avanço do mercado de trabalho em Pernambuco. Ele destacou que os seis meses consecutivos de saldo positivo evidenciam a importância da qualificação profissional, da intermediação de mão de obra e do aumento do acesso ao emprego formal. O secretário afirmou que o governo continuará investindo nessas iniciativas para aproximar trabalhadores das oportunidades existentes.
Além do Novo Caged, um levantamento do Observatório do Trabalho, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), apontou melhora em outros indicadores. A taxa de desemprego caiu de 11,6% para 9,2%, enquanto a informalidade reduziu-se de 47,8% para 45,6%.
