Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), será candidato único na eleição marcada para 8 de junho de 2026. A chapa “Pelo Futuro Futebol do Rio” foi registrada em 28 de maio com apoio dos quatro grandes clubes do estado e de outros sete da Série A do Campeonato Carioca. A vitória garantirá seu sétimo mandato consecutivo.

O suporte vai além da elite. Rubens Lopes reuniu a assinatura de 12 agremiações da Série A2, 10 da Série B1, 7 da Série B2 e 14 da Série C do futebol fluminense. Completam a lista de apoiadores 41 Ligas Municipais e 23 clubes amadores da capital. A base atravessa todas as divisões do futebol organizado no Rio de Janeiro.

As regras eleitorais da Ferj exigiam ao menos três filiados de cada divisão ou série profissional para formalizar qualquer candidatura — três da Série A, três da Série A2, três da Série B1, três da Série B2, três da Série C, três Ligas Municipais e três associações amadoras. A chapa de Rubinho superou todos os requisitos com folga, sem concorrentes inscritos no prazo regulamentar.

Trajetória de Rubens Lopes na presidência da Ferj

Rubens Lopes comanda a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Médico e ex-presidente do Bangu Atlético Clube, ele assumiu o posto após o falecimento de Eduardo Viana, o Caixa D’Água, que dirigiu a entidade por 22 anos até sua morte em 2006. Rubinho herdou o cargo e o desafio de reorganizar o futebol carioca em um período de grandes mudanças no esporte nacional.

Na eleição de 2022, também não houve adversários. Encabeçando a chapa “Juntos pelo Futebol do Rio”, foi reeleito com mandato vigente até o final de 2026. Com o pleito confirmado para 8 de junho e sem chapas concorrentes, o dirigente deve cumprir mais um ciclo à frente da Ferj até 2030.

📊 Contexto: Se eleito em junho de 2026 e cumprir o mandato até 2030, Rubens Lopes somará 23 anos à frente da Ferj, superando os 22 anos de Eduardo Viana (Caixa D’Água), o dirigente mais longevo da história da federação fluminense.

A cronologia da gestão de Rubinho mostra uma permanência sem paralelo recente no futebol brasileiro:

  1. 2007: Assume a presidência da Ferj após o falecimento de Eduardo Viana.
  2. 2010, 2014, 2018: Reeleições sucessivas, sempre sem candidatos adversários.
  3. 2022: Reeleito pela chapa “Juntos pelo Futebol do Rio”, com mandato até 2026.
  4. 28 de maio de 2026: Registro da chapa “Pelo Futuro Futebol do Rio” com apoio amplo dos clubes.
  5. 8 de junho de 2026: Data prevista para a eleição que pode garantir o sétimo mandato.

Mudança nas regras eleitorais e papel da CBF na reeleição

A viabilidade do sétimo mandato também passou por uma questão regulatória no âmbito da CBF. A nova candidatura só foi possível após um imbróglio eleitoral que envolveu a Confederação Brasileira de Futebol antes da saída de Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade nacional. O então presidente da CBF ampliou o limite de mandatos permitidos, decisão que abriu caminho para que dirigentes estaduais, entre eles Rubinho, concorressem novamente sem restrições estatutárias.

Críticos apontam que a ausência de chapas adversárias em eleições consecutivas enfraquece o processo democrático dentro das entidades esportivas. Apoiadores de Rubens Lopes, por sua vez, argumentam que a unanimidade dos clubes demonstra legitimidade e capacidade de articulação política.

📊 Contexto: Segundo informações do processo de registro, a chapa de Rubens Lopes foi a única inscrita no prazo regulamentar. Nenhum outro grupo apresentou candidatura formal à Ferj até o fechamento das inscrições.

O apoio dos quatro grandes do Rio — Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e Botafogo — merece atenção especial. Esses clubes concentram a maior audiência, receita e influência política dentro do futebol carioca. O endosso unânime deles à candidatura de Rubinho indica que, ao menos no campo das relações institucionais com a federação, há consenso entre as maiores forças do estado.

Divisão / Grupo Nº de apoiadores na chapa
Série A (Campeonato Carioca) 11 clubes
Série A2 12 clubes
Série B1 10 clubes
Série B2 7 clubes
Série C 14 clubes
Ligas Municipais 41 ligas
Clubes amadores da capital 23 clubes

O Maricá Futebol Clube não integra o grupo de apoiadores da Série A porque o clube desceu da primeira divisão do Campeonato Carioca e disputa o acesso de volta à elite. A ausência do Maricá não afeta a base de sustentação da chapa, que já supera amplamente os requisitos mínimos do estatuto da federação.

Com a eleição confirmada para 8 de junho de 2026 e sem qualquer chapa concorrente, a vitória de Rubens Lopes é dada como certa. Nos quatro anos seguintes, o dirigente terá pela frente políticas de desenvolvimento do futebol amador e profissional fluminense, desafios de infraestrutura nos clubes de base e negociações de direitos de transmissão do futebol carioca em um mercado nacional cada vez mais competitivo e digitalizado.

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