O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um discurso em horário nobre na quinta-feira à noite, prometendo “uma notícia muito importante”, mas sem detalhar o conteúdo. O pronunciamento foi divulgado na terça-feira e terá como tema principal as eleições, além de outros assuntos.
Foco no resultado da eleição de 2020
Em conversa com jornalistas no Salão Oval, Trump ressaltou a importância das eleições livres e justas para a existência do país, mas preferiu guardar detalhes para o discurso. A Casa Branca confirmou que o pronunciamento abordará a eleição presidencial de 2020, na qual Trump contestou o resultado, e apontará supostas falhas em máquinas de votação.
Transmissão e contexto político
O discurso está programado para acontecer a partir das 21h, horário de Brasília. Grandes redes de TV americanas devem transmitir ao vivo, além de estar disponível no site oficial da Casa Branca e em seu canal no YouTube. A fala ocorre pouco mais de três meses antes das eleições legislativas de novembro, quando será decidido o controle do Congresso dos EUA. Atualmente, o partido Republicano detém maioria estreita nas duas casas, enquanto os Democratas tentam recuperar o poder.
Repercussões e expectativas
Analistas temem que Trump utilize o pronunciamento para minar a confiança dos eleitores no processo eleitoral ou para exercer influência federal sobre a administração das eleições, que é feita por estados e municípios. Pesquisas recentes indicam que mais da metade dos eleitores desaprovam o governo atual do presidente.
Investigações e acusações
Funcionários da administração afirmam que Trump apresentará informações recém-desclassificadas relacionadas à investigação sobre a eleição de 2020, além de apontar possíveis vulnerabilidades em urnas eletrônicas que poderiam permitir ataques cibernéticos estrangeiros. Ainda assim, o presidente não forneceu mais detalhes sobre o conteúdo do discurso.
Na eleição de 2020, Trump foi derrotado por Joe Biden, que recebeu 306 votos no Colégio Eleitoral contra 232 de Trump, além de 81 milhões de votos populares contra 74 milhões do então presidente. Estados decisivos como Geórgia, Michigan e Arizona votaram em Biden, resultado que Trump contestou reiteradamente, chegando a pressionar autoridades para alterar resultados.
Desde então, Trump e aliados enfrentaram processos judiciais por tentar reverter os resultados eleitorais. O Departamento de Justiça suspendeu a ação federal após a reeleição de Trump em 2024, enquanto o caso estadual em Geórgia perdeu força após a saída da promotora responsável.
Apesar da ausência de evidências de fraude ou interferências cibernéticas que tenham alterado o resultado, Trump segue afirmando que venceu a eleição. A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA qualificou a eleição de 2020 como a mais segura da história do país.
Em janeiro, agentes do FBI realizaram uma busca em materiais eleitorais em Fulton County, na Geórgia, o que gerou protestos das autoridades locais pela divulgação de informações confidenciais.
Com informações de www.aljazeera.com.
