O árbitro holandês Danny Makkelie retirou o cartão amarelo do zagueiro norte-americano Ream e puniu o atacante paraguaio Almirón por simulação após revisão do VAR. O lance aconteceu aos 7 minutos do segundo tempo de EUA 4 x 1 Paraguai, nesta sexta-feira, em Los Angeles, pela primeira rodada do Grupo D da Copa do Mundo 2026.

A correção foi possível por uma atualização nas diretrizes da Ifab (International Football Association Board), órgão que define as regras do futebol mundial. A norma autoriza a revisão e a correção de cartões mesmo após o reinício da partida, especificamente em casos de erro de identificação do atleta punido.

O placar de 4 a 1 confirmou o favoritismo dos anfitriões na estreia. Mesmo assim, foi o lance da arbitragem que dominou as discussões ao fim do jogo, gerando dúvidas entre torcedores e analistas sobre como a nova regra funciona na prática.

Como funciona a nova regra do VAR para erro de identificação

Antes da atualização, havia ambiguidade sobre se o VAR poderia corrigir a identidade do jogador punido depois que a partida já havia sido retomada. A nova redação da Ifab eliminou essa lacuna. O erro de identificação pode ser sanado a qualquer momento, desde que dentro do contexto do lance revisável.

📊 Contexto: A Ifab é o organismo que detém e atualiza as Leis do Jogo no futebol. Fundada em 1886, reúne a FIFA e as quatro associações britânicas fundadoras do esporte. Suas decisões têm validade global e são obrigatórias em todas as competições oficiais, incluindo a Copa do Mundo.

No lance entre EUA e Paraguai, Makkelie identificou de forma equivocada o responsável pela infração e exibiu o amarelo ao defensor americano Ream. A revisão no monitor de campo comprovou que quem simulou a falta foi Almirón. Com base na norma vigente, o árbitro cancelou a punição original e cartaonou o jogador correto.

O protocolo seguido obedece a uma sequência definida pelas diretrizes do VAR na Copa do Mundo 2026:

  1. Lance flagrado pelo VAR: a equipe de vídeo identifica possível erro de identificação na punição aplicada em campo.
  2. Comunicação ao árbitro principal: o responsável pelo VAR chama Makkelie para revisão no monitor de campo (OFR, na sigla em inglês).
  3. Análise das imagens: o árbitro assiste ao lance sob diferentes ângulos e confirma a identidade correta do infrator.
  4. Correção da punição: o amarelo dado a Ream é cancelado e o cartão vai a Almirón por simulação.
  5. Reinício da partida: o jogo segue normalmente após a correção, sem impedimento regulamentar.

Impacto da decisão no jogo e no Grupo D da Copa do Mundo

A decisão teve consequências diretas dentro de campo. Almirón ficou sob risco de suspensão caso receba outra advertência nas fases seguintes. Ream, por sua vez, seguiu o restante da partida sem restrições disciplinares, o que pode ter influenciado a postura defensiva dos norte-americanos nos minutos finais.

O resultado coloca os Estados Unidos na liderança provisória do Grupo D, com três pontos. O Paraguai estreia com derrota e precisa se recuperar nas próximas rodadas para avançar à fase eliminatória. A diferença de gols também passa a ser fator relevante no cálculo de classificação.

📊 Contexto: A Copa do Mundo 2026 é a primeira edição do torneio com 48 seleções, divididas em 12 grupos de quatro times. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam automaticamente, e os oito melhores terceiros também se classificam para a fase de 32 equipes.

Desde a introdução do VAR na Copa da Rússia, em 2018, o sistema passou por revisões sucessivas para ampliar a precisão das decisões e reduzir injustiças antes irrecorríveis. A correção de erros de identificação é um dos pontos mais sensíveis nesse processo: envolve não apenas a interpretação do lance, mas a certeza sobre qual atleta praticou a infração.

Casos semelhantes já haviam sido registrados em ligas nacionais após a atualização das diretrizes da Ifab. A repercussão num jogo de Copa do Mundo eleva o debate a outro patamar. Árbitros de elite treinados pela FIFA para o torneio passaram por simulações específicas desse tipo de situação durante os módulos de preparação realizados nos meses anteriores à competição.

Com o episódio registrado oficialmente num jogo do Mundial, outros árbitros devem usar o mesmo protocolo com mais confiança caso situações análogas surjam nas rodadas seguintes. A FIFA e a Ifab devem divulgar um comunicado técnico detalhando a aplicação da regra após a partida, segundo informações disponíveis até o momento. Os próximos jogos do Grupo D definirão se EUA e Paraguai seguirão caminhos distintos ou se ainda haverá disputa pela classificação na fase de grupos.

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