Durante a cerimônia de abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, realizada em Xangai, o presidente da China, Xi Jinping, ressaltou a necessidade de uma colaboração global no desenvolvimento da tecnologia.
Xi afirmou que o avanço da inteligência artificial não deve ser dominado por um único país, mas sim ser fruto de um esforço conjunto entre nações. Ele também enfatizou que a tecnologia deve ser orientada para as pessoas, com o controle humano prevalecendo.
Abordagem internacional e inclusiva
Em seu discurso, o líder chinês destacou o papel do seu país em garantir que países em desenvolvimento tenham acesso equitativo às capacidades relacionadas à inteligência artificial, a fim de evitar novas desigualdades históricas. Para isso, anunciou parcerias com organizações internacionais e países da África, América Latina, Ásia e blocos como o BRICS.
Xi reforçou que o desenvolvimento dessa tecnologia deve ser uma “sinfonia de cooperação internacional”, condenando o uso do conceito nacional de segurança para restringir o progresso global ou priorizar a segurança de uma nação em detrimento das demais.
Contexto global e segurança
A declaração ocorre em meio a restrições impostas pelos Estados Unidos e União Europeia à importação de tecnologias chinesas por motivos de segurança nacional. Washington, em maio, mudou regras para controlar a exportação de semicondutores para subsidiárias chinesas no exterior, ampliando o alcance das licenças exigidas para chips avançados.
Em Xangai, Xi também defendeu a criação de sistemas legais, monitoramento tecnológico e mecanismos de alerta para garantir que a inteligência artificial esteja sempre sob supervisão humana.
Investimentos e infraestrutura
A China tem colocado a inteligência artificial como peça central de sua estratégia industrial, com investimentos estatais focados em todas as etapas, desde a produção de chips até o uso por consumidores. Dados oficiais indicam que o consumo diário da unidade de uso da tecnologia no país aumentou mil vezes nos últimos dois anos.
Embora o país ainda esteja atrás dos Estados Unidos no acesso aos chips mais avançados, possui vantagem no fornecimento de energia elétrica para os grandes data centers que alimentam esses sistemas, graças à sua geração elétrica superior à americana e investimentos no setor energético.
Com informações de www.aljazeera.com.
