Durante o programa “A Hora é Agora”, transmitido pela Salgueiro FM nesta quinta-feira (14), o apresentador Vinícius Oliveira teve a oportunidade de entrevistar a endocrinologista Patrícia Belfort. A conversa girou em torno do uso das chamadas canetas emagrecedoras, um tema que tem gerado intensa discussão tanto nas redes sociais quanto nos consultórios médicos.

Patrícia Belfort explicou durante a entrevista o funcionamento de medicamentos como Mounjaro, Ozempic e Wegovy. A médica destacou que esses fármacos foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, mas suas propriedades também têm mostrado resultados significativos no combate à obesidade.

Efeitos dos medicamentos no controle da fome

Segundo a especialista, essas medicações atuam diretamente no controle da fome, promovendo um aumento na sensação de saciedade e ajudando a combater a compulsão alimentar. “Essas medicações diminuem muito o apetite e aumentam a sensação de saciedade. O paciente passa mais tempo satisfeito e consegue ter maior controle alimentar”, afirmou Patrícia.

A endocrinologista enfatizou que a obesidade não deve ser encarada apenas como uma questão estética, mas sim como uma doença crônica que requer tratamento sério. “Obesidade não é apenas uma questão estética. É uma condição inflamatória que aumenta o risco de várias doenças e precisa ser tratada”, destacou.

Importância do acompanhamento médico

Durante a entrevista, Patrícia Belfort também alertou sobre os riscos da automedicação e do uso irregular das canetas sem a devida supervisão profissional. “Apesar de serem remédios seguros, existem contraindicações. O paciente precisa passar por avaliação médica, realizar exames e receber orientação adequada antes de iniciar o tratamento”, ressaltou.

A médica ainda comentou sobre o aumento da compra irregular de medicamentos provenientes de outros países, chamando a atenção para os perigos associados à falta de procedência. “Ninguém consegue garantir a autenticidade de medicamentos comprados de forma irregular. Isso representa um risco importante para a saúde”, alertou.

Desafios do tratamento a longo prazo

Outro tópico discutido foi o receio de que os pacientes voltem a ganhar peso após a interrupção do tratamento. Segundo a especialista, isso pode ocorrer porque a obesidade requer um acompanhamento contínuo. “O maior desafio não é apenas emagrecer, mas conseguir manter o peso perdido ao longo do tempo”, disse.

Patrícia Belfort também reforçou que os medicamentos não são uma solução mágica e que a adoção de hábitos saudáveis continua sendo fundamental. “Nenhum remédio substitui alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico”, concluiu.

Ouça a entrevista na íntegra:
Audiência disponível aqui

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