O primeiro-ministro da espanha, pedro sanchez, denunciou que israel busca causar um nível de destruição em Líbano similar ao que foi imposto à Faixa de Gaza. A declaração foi feita enquanto o exército israelense intensifica suas ofensivas no país vizinho, com planos de ocupar o sul libanês.

Condenação ao conflito

Durante um discurso na câmara baixa do parlamento, Sanchez expressou que seu governo se opõe à guerra entre estados unidos e Israel contra o Irã, caracterizando essa situação como um cenário ainda mais grave do que a invasão do iraque em 2003. “Estamos diante de algo muito pior, com impactos que podem ser mais amplos e profundos”, afirmou.

Além disso, o primeiro-ministro destacou que o novo líder supremo do Irã, mojtaba khamenei, é mais radical em comparação ao seu antecessor, descrevendo-o como “um tirano ainda mais sanguinário” do que seu pai.

Posição firme da Espanha

Sanchez se destacou entre os líderes europeus ao condenar o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, considerando-o “injustificável”. A Espanha também tem se posicionado contra a guerra em Gaza, que já resultou na morte de mais de 72 mil palestinos desde 7 de outubro de 2023. Apesar de um “cessar-fogo” em vigor desde outubro de 2025, Israel continuou a realizar ataques, resultando em mais de 800 mortes palestinas.

Em resposta à situação, o parlamento espanhol aprovou uma lei que estabelece um embargo total de armas a Israel, proibindo permanentemente a venda de armamentos e equipamentos militares em decorrência das ações genocidas.

Tensões diplomáticas

Recentemente, o governo espanhol decidiu retirar seu embaixador em Israel, um sinal claro do aumento das tensões diplomáticas entre os dois países. As preparações de Israel para invadir o sul do Líbano e controlar uma faixa de até 30 km dentro de seu território foram amplamente criticadas, incluindo uma advertência do Canadá, que enfatizou a necessidade de respeitar a soberania libanesa.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, também pediu que Israel se abstivesse de suas ações no sul do Líbano, alertando sobre as consequências desastrosas para a população civil.

Modelo de guerra

O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as operações militares do país seguem o “modelo de Rafah e Beit Hanoon”, cidades da Gaza que foram devastadas durante a guerra. Em uma declaração ainda mais extrema, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu a anexação oficial do sul do Líbano, afirmando que uma “mudança nas fronteiras de Israel” é necessária.

Pesquisadores de genocídio de renome mundial afirmaram em setembro que a guerra de Israel contra Gaza atende à definição legal de genocídio, uma conclusão que também foi corroborada por uma investigação da Organização das Nações Unidas.

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